Existem quatro grandes correntes de ensino da matemática: a Comportamentalista, a Gestaltista, a Estruturalista e a Construtivista.
A corrente Comportamentalista associa o comportamento humano ao dos outros animais. Possui uma abordagem cartesiana, pois busca encontrar os elementos básicos do pensamento humano e seu comportamento. Thorndike, primeiro comportamentalista a pensar o ensino da matemática, entende a aprendizagem como uma série de conexões entre situações (ou estímulo) e reposta. Baseia-se em três leis fundamentais para a aprendizagem:
- Lei do efeito: uma conexão recém estabelecida tem sua força aumentada se acompanhada por uma sensação de satisfação
- Lei do exercício: quanto mais utilizada uma conexão, mais forte ela se torna.
- Lei da prontidão: parte da ideia de que as conexões podem ou não estar prontas para serem postas em prática, se uma conexão está pronta, seu uso gera satisfação, se não está, seu uso gera desconforto.
A corrente Gestaltista, é baseada na Gestalt, uma escola da psicologia, iniciada em 1910, que propõe uma abordagem holística do pensamento humano. Se baseia no pensamento de que a percepção humana não pode ser explicada apenas por estímulos isolados e que se processam de forma individualizada, mas que a ação existe na tentativa de encontrar o equilíbrio do organismo como um todo. A aprendizagem se liga a capacidade de compreender estruturas e não de decorar procedimentos.
A corrente Estruturalista aborda a aprendizagem como um processo ativo no qual o aluno infere regras e princípios e os testa: o aluno tem mais instrumentos para lidar com os determinados conhecimentos quando entende suas estruturas. Baseia-se nos estágios do desenvolvimento infantil de Piaget e Bruner propõe três modos de organização do conhecimento, são os modos de representação; motor, icônico e simbólico:
- Representação motora: modo de representar acontecimentos passados através de uma resposta motora apropriada.
- Representação icônica: quando os objetos são concebidos na ausência de ação.
- Representação simbólica: consiste na tradução da experiências em termos de linguagem simbólica.
Já a corrente Construtivista, baseada principalmente nas idéias de Piaget, tem como proposta de que a mente é modelada como uma experiência organizativa de modo a lidar com um mundo real que não pode ser conhecido em si. Envolve dois princípios:
- o conhecimento é ativamente construído pelo sujeito cogniscente e não passivamente recebido do meio; e
- conhecer é um processo adaptativo que organiza o mundo experiencial de cada um, não descobre um mundo independente, pré-existente, exterior à mente do sujeito.
Para essa última corrente, cada ser humano constrói o significado para a linguagem que usa, no caso matemática, à medida que vai construindo o seu mundo experiencial.
Nenhum comentário:
Postar um comentário