quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Apresentação xD



A Etnomatemática

A etnomatemática surgiu na década de 70, com base em críticas sociais acerca do ensino tradicional da matemática, como a análise das práticas matemáticas em seus diferentes contextos culturais. Mais adiante, o conceito passou a designar as diferenças culturais nas diferentes formas de conhecimento. Pode ser entendida como um programa interdisciplinar que engloba as ciências da cognição, da epistemologia, da história, da sociologia e da difusão.
A palavra foi cunhada da junção dos termos techné, mátema e etno. Segundo Ubiratan D'Ambrósio o Programa Etnomatemática "tem seu comportamento alimentado pela aquisição de conhecimento, de fazer(es) e de saber(es) que lhes permitam sobreviver e transcender, através de maneiras, de modos, de técnicas, de artes (techné ou 'ticas') de explicar, de conhecer, de entender, de lidar com, de conviver com (mátema) a realidade natural e sociocultural (etno) na qual ele, homem, está inserido." (em D'AMBRÓSIO, Ubiratan. Sociedade, cultura, matemática e seu ensino. Revista Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, p. 99-120, 2005).
Tomando o campo da matemática como exemplo, numa perspectiva etnomatemática, o ensino deste ganha contornos e estratégias específicas, peculiares ao campo perceptual dos sujeitos aos quais se dirige. A matemática vivenciada pelos meninos em situação de rua, a matemática desenvolvida em classes do ensino supletivo, a geometria na cultura indígena, são completamente distintas entre si em função do contexto cultural e social na qual estão inseridas.

Tendências atuais do Ensino de Matemática

Atualmente, existem duas grandes tendências no ensino da matemática: a Resolução de Problemas e a Modelagem Matemática.
A metodologia de resolução de problemas em educação matemática visa tirar o aluno de sua tradicional postura passiva em sala de aula, para uma postura ativa e interessada e descontruir a noção de que a matemática é algo pronto e acabado. Problema, segundo autores como Lourdes Onuchik, é algo para o qual não se tem solução, mas se está interessado em buscar uma. A motivação em resolver problemas permite um processo de investigação que delinea novas propriedades matemáticas. Na busca pela solução do problema novas situações se colocam, que instigam a curiosidade matemática, muitas vezes dormente em cada um de nós.
A modelagem matemática ou modelação tem suas raízes na Matemática Aplicada. A intenção geral da modelagem matemática é gerar condições para a aquisição de saberes em um ambiente de investigação. O método científico é o eixo sobre o qual a modelagem está assentada. A observação dos fenômenos com o intuito de gerar um estado de dúvida e problematização é o ponto de partida para a construção de um modelo matemático que exprima as relações entre as grandezas observadas. A educação matemática através da modelagem visa motivar o aluno a passar para um estado ativo e crítico quanto ao seu cotidiano.
Há, ainda, outras tendências, como a Etnomatemática.

Correntes da Educação Matemática

Existem quatro grandes correntes de ensino da matemática: a Comportamentalista, a Gestaltista, a Estruturalista e a Construtivista.
A corrente Comportamentalista associa o comportamento humano ao dos outros animais. Possui uma abordagem cartesiana, pois busca encontrar os elementos básicos do pensamento humano e seu comportamento. Thorndike, primeiro comportamentalista a pensar o ensino da matemática, entende a aprendizagem como uma série de conexões entre situações (ou estímulo) e reposta. Baseia-se em três leis fundamentais para a aprendizagem:

  • Lei do efeito: uma conexão recém estabelecida tem sua força aumentada se acompanhada por uma sensação de satisfação
  • Lei do exercício: quanto mais utilizada uma conexão, mais forte ela se torna.
  • Lei da prontidão: parte da ideia de que as conexões podem ou não estar prontas para serem postas em prática, se uma conexão está pronta, seu uso gera satisfação, se não está, seu uso gera desconforto.

A corrente Gestaltista, é baseada na Gestalt, uma escola da psicologia, iniciada em 1910, que propõe uma abordagem holística do pensamento humano. Se baseia no pensamento de que a percepção humana não pode ser explicada apenas por estímulos isolados e que se processam de forma individualizada, mas que a ação existe na tentativa de encontrar o equilíbrio do organismo como um todo. A aprendizagem se liga a capacidade de compreender estruturas e não de decorar procedimentos.
A corrente Estruturalista aborda a aprendizagem como um processo ativo no qual o aluno infere regras e princípios e os testa: o aluno tem mais instrumentos para lidar com os determinados conhecimentos quando entende suas estruturas. Baseia-se nos estágios do desenvolvimento infantil de Piaget e Bruner propõe três modos de organização do conhecimento, são os modos de representação; motor, icônico e simbólico:

  • Representação motora: modo de representar acontecimentos passados através de uma resposta motora apropriada.
  • Representação icônica: quando os objetos são concebidos na ausência de ação.
  • Representação simbólica: consiste na tradução da experiências em termos de linguagem simbólica.

Já a corrente Construtivista, baseada principalmente nas idéias de Piaget, tem como proposta de que a mente é modelada como uma experiência organizativa de modo a lidar com um mundo real que não pode ser conhecido em si. Envolve dois princípios:

  1. o conhecimento é ativamente construído pelo sujeito cogniscente e não passivamente recebido do meio; e
  2. conhecer é um processo adaptativo que organiza o mundo experiencial de cada um, não descobre um mundo independente, pré-existente, exterior à mente do sujeito.
Para essa última corrente, cada ser humano constrói o significado para a linguagem que usa, no caso matemática, à medida que vai construindo o seu mundo experiencial.

Educação Matemática


Educação Matemática é o estudo das relações de ensino e aprendizagem de Matemática. Está na fronteira entre a Matemática, a Pedagogia e a Psicologia.
Desde o início do século XX professores de matemática se reunem para pensar o ensino dessa matéria nas escolas. A Unesco passa a organizar, na década de 50, congressos sobre educação matemática. A partir da década de 70 surge, inicialmente na França, a didática da matemática enquanto campo para a sistematização dos estudos a cerca do ensino da matemática. Os teóricos envolvidos defendiam que cada área de ensino deveria pensar em sua própria didática, reconhecendo que não poderia haver um campo de estudo único que atendesse as especificidades de ensino de cada campo do conhecimento.
A organização de campos de pesquisa na área dentro das universidades incentivou a criação de organizações de professores de matemática, que atualmente tem grande influência sobre a elaboração das diretrizes curriculares na área em diversos países.
A psicologia aparece como o campo do conhecimento científico que dá instrumentos para compreendermos os processos educativos. Nesse sentido as principais correntes da didática da matemática, sempre estiveram diretamente ligadas às diferentes tendências da psicologia.

Teorias de Aprendizagem

Denominam-se teorias da aprendizagem, em Psicologia e em Educação, aos diversos modelos que visam explicar o processo de aprendizagem pelos indivíduos. Embora desde a Grécia antiga se hajam formulado diversas teorias sobre a aprendizagem, as mais visíveis na educação contemporânea são a de Jean Piaget e a de Lev Vygotsky.
A primeira vertente das modernas teorias da aprendizagem é a Comportalista, ou Behaviorista. Para ela, o objeto de estudo da Psicologia deve ser a interação entre o organismo e o ambiente. Embora essa vertente tenha raízes nos trabalhos pioneiros do estadunidense John B. Watson (1878-1958) e nos do russo Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936), o estabelecimento dos seus princípios e teoria foi responsabilidade do psicólogo estadunidense Burrhus Frederic Skinner (1904-1990), que se tornou o representante mais importante da corrente comportamental. Ele lançou o conceito de condicionamento operante a partir de suas experiências com ratos em laboratório, utilizando o equipamento que ficou conhecido como Caixa de Skinner (1953), como pode-se ver no vídeo a seguir.

 Pelo conceito de "condicionamento operante" explicou que, quando um comportamento é seguido da apresentação de um reforço positivo (recompensa) ou negativo (supressão de algo desagradável), a freqüência deste comportamento aumenta.
A segunda vertente das modernas teorias é a vertente cognitivista. A Epistemologia Genética foi desenvolvida pelo biólogo, psicólogo e filósofo suiço Jean Piaget (1896-1980), consistindo em parte numa combinação das teorias filosóficas então existentes, o apriorismo e o empirismo. Baseado em experiências com crianças a partir do nascimento até a adolescência, Piaget postula que o conhecimento nao é totalmente inerente ao próprio sujeito, como postula o apriorismo, nem que o conhecimento provenha totalmente das observações do meio que o cerca, como postula o empirismo. Para Piaget, o conhecimento é construído através da interação do sujeito com seu meio, a partir de estruturas existentes. Assim sendo, a aquisição de conhecimentos depende tanto das estruturas cognitivas do sujeito como de sua relação com o objeto.
Um outro estudioso das teorias da aprendizagem foi Lev Vygotsky (1896-1934). Os estudos de Vygotsky postulam uma dialética das interações com o outro e com o meio, como desencadeador do desenvolvimento sócio-cognitivo. Para Vygotsky e seus colaboradores, o desenvolvimento é impulsionado pela linguagem. Eles acreditam que a estrutura dos estágios descrita por Piaget seja correta, porém diferem na concepção de sua dinâmica evolutiva. Enquanto Piaget defende que a estruturação do organismo precede o desenvolvimento, para Vygotsky é o próprio processo de aprender que gera e promove o desenvolvimento das estruturas mentais superiores. Nessa concepção, as interações têm um papel crucial e determinante. Para definir o conhecimento real, Vygotsky sugere que se avalie o que o sujeito é capaz de fazer sozinho, e o potencial aquilo que ele consegue fazer com ajuda de outro sujeito. Quanto mais ricas as interações, maior e mais sofisticado será o desenvolvimento.

O que é Processo Educativo e Ensino?

Processo Educativo engloba a escolarização e todos os seus aspectos teóricos e práticos, como o processo de aprendizagem, os métodos de ensino, o sistema de avaliação da aprendizagem e o sistema educacional como um todo. O processo educativo é determinado por fatores sociais, políticos e pedagógicos, e como tal precisa ser definido de acordo com seu contexto histórico-social, partindo dos esquemas educativos primários, nas relações que o aprendiz trava antes mesmo de iniciar sua escolarização, passando pelo modo como a educação escolar se inicia e, finalmente, como ela se processa. Já o Ensino é uma forma sistemática de transmissão de conhecimentos utilizada pelos humanos para instruir e educar seus semelhantes, geralmente em locais conhecidos como escolas.
O ensino pode ser praticado de diferentes formas. As principais são: o ensino formal, o ensino informal e o ensino não-formal. O ensino formal é aquele praticado pelas instituições de ensino, com respaldo de conteúdo, forma, certificação, profissionais de ensino, etc. O ensino informal está relacionado ao processo de socialização do homem. Ocorre durante toda a vida, muitas vezes até mesmo de forma não intencional. O ensino não-formal, por sua vez, é intencional. Em geral é aquele relacionada a processos de desenvolvimento de consciência política e relações sociais de poder entre os cidadãos, praticadas por movimentos populares, associações, grêmios, etc. Os limites entre essas três categorias de educação não são extremamente rígidos, são permeáveis, uma vez que estamos aprendendo constantemente e por diferentes vias e agentes.

O que é Pedagogia?

Pedagogia é a ciência ou disciplina cujo objetivo é a reflexão, ordenação, a sistematização e a crítica do processo educativo. Começou a se desenvolver no século XIX. A pedagogia estuda diversos temas relacionados à educação, tanto no aspecto teórico quanto no prático.
A pedagogia tem como objetivo principal a melhoria no processo de aprendizagem dos indivíduos, através da reflexão, sistematização e produção de conhecimentos. Como ciência social, a pedagogia esta conectada com os aspectos da sociedade e também com as normas educacionais do país.
Tradicionalmente, a pedagogia aborda o aprendizado de conhecimentos, os métodos e sistemas pedagógicos, as dificuldades de aprendizado, as didáticas e práticas pedagógicas, os conteúdos educacionais, a participação do aluno no processo educativo e papel do professor no processo educacional.
O pedagogo é o profissional formado para atuar na área pedagógica. Porém, todos aqueles que atuam no processo educativos (professores, pais, monitores, orientadores, psicólogos, etc) também devem conhecer os princípios básicos de pedagogia.

O que é Educação?

Segundo a Wikipedia, a Educação é um fenômeno que engloba os processos de ensinar e aprender. É observada em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade.
Enquanto processo de sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade. Nesse sentido, educação coincide com os conceitos de socialização e endoculturação, mas não se resume a estes. A prática educativa formal - que ocorre nos espaços escolarizados, quer sejam da Educação Infantil à Pós Graduação - se dá de forma intencional e com objetivos determinados, como no caso das escolas. No caso específico da educação formal exercida na escola, pode ser definida como Educação Escolar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A semana...

Semana ótima!

Poucas aulas, chuva, casa, acho uma delícia poder acordar tarde debaixo das cobertas... hahaha!
Ao som da JovemPan Brasil, descobri que a Nova Era FM é muito melhor! hahahaha ela só não tem o Pânico! =D

Enfim, estou me divertindo muito com as coisas que leio sobre o Brasil no R7. Mais ainda quando leio o site do Paulo Henrique Amorim. É impressionante como alguns meios de comunicação insistem em ignorar o crescimento do Brasil! A imprensa brasileira teima em dizer a verdade de poucos para levar muitos a partilhar da mesma ideia. Esse problema dos meios de comunicação em massa do Brasil é um inferno. Cansa, sabe? Sempre a mesma história: o que o presidente ou alguém da base aliada faz é sempre «ilegal, imoral ou engorda». Parece que tudo tem significado político para a imprensa - como se a própria também não tivesse esse tipo de interesse. O melhor é ver gente, que não tem nada a ver com a história, ficar criticando os atos do presidente como se fosse a pessoa mais competente do mundo pra fazer isso. O governador de São Paulo tem muuuuito que cuidar no seu umbigo antes de falar alguma coisa do presidente ou do que ele faz. Se cada um fizesse só o que tem que fazer, seria tão agradável... A imprensa, por exemplo, fala do Rio de Janeiro como se fosse o pior lugar do mundo, como se São Paulo fosse o mais puro e santo... Enquanto isso, metade da Câmara de São Paulo é cassada... E quem fica sabendo dos podres de São Paulo? Pela Globo, pela Folha e pela Abril, só se sabem os problemas do provinciano Rio... Amei conhecer os comentários da Tia Carmela! Adoro rir com as entrevistas que o Lula dá à Folha! Meu, os repórteres são tão toscos e o Lula tem tido um jogo de cintura TÃO bom, dando tantas tiradas nesse povo, que me mato de rir aqui!!!

É pena que as pessoas ainda não tenham acesso, ou se têm, não têm tempo; ou se os têm, não os utilizam pra se informar por outras fontes... Bem, até 2010, muita água há de rolar! Ainda mais com os índices de acesso à Internet e outros meios de informação...

Até lá, como diria Cid Moreira, «estamos de oooolho»!


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Oi!

Bem vindos ao meu blog, criado especialmente para a disciplina de Laboratório Multimédia e Educação, do curso de Licenciatura em Ciências de Educação, da Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade do Porto - Portugal.





Enjoy it! =D